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    OFICINA DE TEXTOS E CONTEXTOS


    NARRAÇÃO

       NARRAÇÃO   

        

    A NARRAÇÃO tem como objetivo contar uma história real, fictícia ou mesclando dados reais e imaginários. Baseia-se numa evolução de acontecimentos, mesmo que não mantenham relação de linearidade com o tempo real.  Sendo assim, está pautada em verbos de ação e conectores temporais.   A NARRATIVA pode estar em 1ª ou 3ª pessoa, dependendo do papel que o narrador assuma em relação à história.  Numa NARRATIVA em 1ª pessoa, o narrador participa ativamente dos fatos narrados, mesmo que não seja a personagem principal (narrador =personagem). Já a NARRATIVA 3ª pessoa traz o narrador como um observador dos fatos que pode até mesmo apresentar pensamentos de personagens do texto (narrador=observador).  O bom autor toma partido das duas opções de posicionamento para o narrador, a fim de criar uma história mais ou menor parcial, comprometida. Por exemplo, Machado de Assis, ao escrever DOM CASMURRO, optou pela narrativa em 1ª pessoa justamente para apresentar-nos os fatos segundo um ponto de vista interno, portanto mais parcial e subjetivo.

    NARRAÇÃO OBJETIVA   X   NARRAÇÃO  SUBJETIVA

     OBJETIVA: apenas informa os fatos, sem se deixar envolver emocionalmente com  o que está noticiado.  É de cunho impessoal e direto.

    SUBJETIVA: leva-se em conta as emoções, os sentimentos envolvidos na história. São ressaltados os efeitos psicológicos que os acontecimentos desencadeiam nos  personagens.

    OBSERVAÇÃO: o fato de um NARRADOR de 1ª pessoa envolver-se emocionalmente com mais facilidade na história, não significa que a narração requeira sempre um narrador em 1ª pessoa ou vice-versa. ELEMENTOS BÁSICOS DA NARRATIVA

    FATO - o que se vai narrar ( O que?)

    TEMPO - quando o fato ocorreu (Quando?)

    LUGAR -  ONDE O FATO SE DEU (Onde?)

    PERSONAGENS – quem participou ou observou o ocorrido (Com quem?)

    CAUSA - motivo que determinou a ocorrência (Por quê?)

    MODO - como se deu o fato (Como?)

    CONSEQUÊNCIA  - (geralmente provoca determinado desfecho)

    A modalidade narrativa de texto pode constituir-se de diferentes maneiras: piada, peça teatral, crônica, novela, conto, fábula, etc. Uma NARRATIVA pode trazer falas de personagens entremeadas aos acontecimentos, faz-se uso dos chamados discursos: direto, indireto ou indireto livre.  No discurso direto, o narrador transcreve as palavras da própria personagem. Para tanto, recomenda-se o uso de algumas notações gráficas que marquem tais falas: travessão, dois pontos, aspas.  Mais modernamente alguns autores não fazem uso desses recursos.  O discurso indireto apresenta as palavras das personagens através do narrador que reproduz uma síntese do que ouviu, podendo suprimir ou modificar o que achar necessário. A estruturação desse discurso não carece de marcações gráficas especiais, uma vez que sempre é o narrador que detém a palavra. Usualmente, a estrutura traz verbo dicendi (evolução) e oração subordinada substantiva com verbo num tempo passado em relação à fala da personagem.  Quanto ao discurso indireto livre, é usado como uma estrutura bastante informal e coloca frases soltas, sem identificação de quem a proferiu, em meio ao texto. Trazem, muitas vezes, um pensamento do personagem ou do narrador, um juízo de valor ou opinião, um questionamento referente a algo mencionado no texto ou algo parecido. Esse tipo de discurso é o mais usado atualmente, sobretudo em crônicas de jornal, histórias infantis e pequenos contos. 

               AlegreAlegreAlegre  AlegreAlegreAlegre



    Escrito por Prof. Luiz César Frade às 23h10
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    O QUE É NARRAR

    O   QUE   É   NARRAR

            

    A NARRAÇÃO está vinculada à nossa vida, pois sempre temos algo a contar.   NARRAR é relatar fatos e acontecimentos, reais ou fictícios, vividos por indivíduos, envolvendo ação e movimento.   A NARRATIVA impõe certas normas:

    a-) O FATO: que deve ter sequência ordenada; a sucessão de tais sequências recebe o nome de enredo, trama ou ação;

    b-) A PERSONAGEM;

    c-) O AMBIENTE: o lugar onde ocorreu o fato;

    d-) O MOMENTO: o tempo da ação.

    O relato de um episódio implica interferência dos seguintes elementos:

    FATO - o que?

    PERSONAGEM - quem?

    AMBIENTE - onde?

    MOMENTO – quando?

    Em qualquer NARRATIVA estarão sempre presentes o FATO e a PERSONAGEM, sem os quais não há narração.

    Na COMPOSIÇÃO NARRATIVA, o enredo gira em torno de um fato conhecido. Toda história tem um cenário onde se desenvolve.  Desta forma, ao enfocarmos a trama, o enredo, teremos, obrigatoriamente, de fazer descrições para caracterizar tal cenário.  Assim, acrescentamos: NARRAÇÃO também envolve DESCRIÇÃO.

     

    NARRAÇÃO  NA    PESSOA

    A narração na 1ª pessoa ocorre quando o fato é contado por um participante, isto é; alguém que se envolva nos acontecimentos ao mesmo tempo em que conta o caso.  A narração na 1ª pessoa torna o texto muito comunicativo porque o próprio narrador conta o fato e assim o texto ganha o tom de conversa amiga. Além disso, esse tipo de narração é muito comum na conversa diária, quando o sujeito conta um fato do qual ele também é participante.

     

    NARRAÇÃO  NA  3ª PESSOA

    O narrador conta a ação do ponto de vista de quem vê o fato acontecer na sua frente. Entretanto o contador do caso não participa da ação. Observar: “Era uma vez um boiadeiro lá no sertão, que tinha cara de bobo e fumaças de esperto. Um dia veio a Curitiba gastar os cobres de uma boiada”.   Você percebeu que os verbos estão na 3ª pessoa (era, veio) e que o narrador conta o caso sem dele participar. O narrador sabe de tudo o que acontece na estória e por isso recebe o nome de narrado onisciente.  Observe: “No hotel pediu um quarto, onde  se fechou para contar o dinheiro. Só encontrou aquela nota de cem reais. O resto era papel e jornal...”  Você percebeu que o boiadeiro está só, fechado no quarto.  Mas o narrador é onisciente e conta o que a personagem está fazendo.

                                     Sorte    Sorte

     

     



    Escrito por Prof. Luiz César Frade às 22h48
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    TEORIA DA NARRAÇÃO E EXEMPLOS

     TEORIA  DA   NARRAÇÃO E  EXEMPLOS

    O ato de escrever é prazer, diversão. É a sensação de poder, de domínio. Criar gente, fabricar fantasias, inventar cidades, dar vida e dar morte, criar um terremoto ou furacão, fazer o que eu quiser.  Escrever é um jogo, brincadeira.  Conseguir segurar, prender uma pessoa, mantê-la atrelada a si (é o leitor diante do livro: SUA SENSAÇÃO DIVINA- Ignácio de Loyola Brandão.)  Dominando a palavra o homem tentou perpetuar seus mitos, sua visão mágica do mundo, suas conquistas, sua história.  Nas narrativas, nas epopéias e canções, alegorizou seus ritos, temores e feitos. Seus registros venceram o tempo nos traçados de múltiplos códigos, com a escrita cuneiforme , os hieróglifos e a arte primitiva.  Assim, as pinturas rupestres da caverna de Altamira, as escrituras sagradas dos Vedas, as epopéias gregas, as cantigas provençais, os contos de fadas contam cada qual a fantasia, a mitologia, a história de seu povo. No texto oral ou escrito, ouvir e ler histórias é uma atividade antropológica- social que distingue culturalmente o homem.  Desde que descobriu o poder encantatório da palavra, o ser humano deu curso ao pensamento mítico, deu permanência às crenças, às divindades, à criação do mundo, ao cosmos, envolvendo-os em alegorias. Nos séculos XVI e XVII, na literatura oral de raízes populares, predominamos contos folclóricos, os ditos e provérbios.  Na segunda metade do século XVII, propaga-se ação sistemática da Igreja para cristianizar a cultura popular, mas o patrimônio imaginário dos contos, sobretudo os de fadas, resiste a luta de forças da Contra /reforma que domina o cenário religioso e escolar daquele século.  Com a evolução da História, a interpretação dos acontecimentos foi-se distanciando das alegorias, da imaginação; entre o mito e as formas derivadas da narrativa (romance, a novela, o conto, a crônica), os heróis divinos torna-se personagens humanas.  O fator histórico de épocas primordiais cede lugar aos episódios cotidianos contemporâneo.  Hoje, afirma Nelly Novaes Coelho ( O Conto de Fadas), “uma das características mais significativas do nosso século é a coexistência pacífica ou não, entre inteligência racional/cientificista, altamente desenvolvida, e o pensamento mágico que dinamiza o imaginário”.  Nas narrativas orais, nas fábulas, os contos de fadas ou nos romances contemporâneos, é a imaginação que faz com que apreciemos os encantamentos de Branca de Neve como apreciamos o fascínio de cem anos de Solidão. Foi pensando no imaginário, na magia e na fantasia que foram selecionados os textos narrativos desta coletânea.  Histórias que, sem deixar à margem o padrão culto da língua, encantam pela simplicidade, pelo humor, pela sátira, pela inovação, pela singularidade, enfim pelo aproveitamento exemplar das virtualidades da língua.

                    

    DEFINIÇÃO

    NARRAR  é contar uma história (real ou fictícia). O fato narrado apresenta uma sequência de ações envolvendo personagens no tempo e no espaço. São exemplos de narrativas a novela, o romance, o conto, ou uma crônica; uma notícia de jornal, uma piada, um poema, uma letra de música, uma história em quarinhos, desde que apresentam, uma sucessão de acontecimentos, de fatos. Situações narrativas podem aparecer até mesmo numa única frase. Exemplos: “O menino caiu”.  “Minha sogra ficou avó.” (Oswald de Andrade). Repare que a última frase resume ações que envolvem o casamento, a maternidade e a transformação da sogra em avó.

    ESTRUTURA  DA  NARRAÇÃO

    Convencionalmente, o enredo da narração pode ser assim estruturado: exposição (apresentação das personagens e/ou do cenário e/ou da época), desenvolvimento (desenrolar dos fatos apresentando complicação e clímax) e desfecho (arremate da trama).  Entretanto há diferentes possibilidades de se compor uma trama, seja iniciá-la pelo desfecho, construí-la apenas através de diálogos, ou mesmo fugir ao nexo lógico de episódios.  Escritores (romancistas, contistas, novelistas) não compõem um texto estritamente narrativo. O que eles produzem é um tecido literário em que aparecem, além da narração, segmentos descritivos e dissertativos.  As narrativas mais longas podem explorar mais detalhadamente as noções de tempo-cronológico (marcado pelas horas, por datas) ou psicológico (marcado pelo fluxo do inconsciente)- e de espaço (cenário, paisagem, ambiente).  O envolvimento de várias personagens e os múltiplos núcleos de conflito em torno de uma situação também são comuns nas narrativas extensas.  Portanto, oferecer ao aluno um painel de narrações literárias (romances, novelas, contos) como modelo é distanciar-se da finalidade prática da redação escolar, mas alguns textos são exemplares para ilustrar procedimentos narrativos.

             

    ELEMENTOS BÁSICOS DA NARRAÇÃO

    São elementos básicos da narração: enredo (ação, personagem, tempo e espaço. Quando a história é curta, como na narração escolar, são imprescindíveis: enredo e personagens. A perspectiva de quem escreve é dada pelo foco narrativo (de 1ª ou 3ª pessoa). Os discursos (direto, indireto e indireto livre) representam a fala da personagem.

                                                                                    



    Escrito por Prof. Luiz César Frade às 22h36
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    EXEMPLO DE TEXTO SOBRE ELEMENTOS BÁSICOS

    EXEMPLO DE TEXTO SOBRE ELEMENTOS BÁSICOS

    Quando a história é curta, como na narração escolar, são imprescindíveis: enredo e personagens. A perspectiva de quem escreve é dada pelo foco narrativo (de1ª ou 3ª pessoa). Os discursos (direto, indireto e indireto livre) representam a fala da personagem. No texto a seguir, "UM HOMEM DE CONSCIÊNCIA", foram apontados os elementos básicos, a estrura narrativa - exposição, desenvolvimento e desfecho-, os vários discursos e o foco narrativo. A onisciência do narrador revela-se no conhecimento íntimo que tem da personagem, desevolvendo-lhe os pensamentos e a apreensões. UM HOMEM DE CONSCIÊNCIA - DE MONTEIRO LOBATO - 1º PARÁGRAFO: Chamava-se João Teodoro, só. O mais pacato e modesto dos homens. Honestíssimo e lealíssimo, com um defeito apenas: não dar o mínimo valor a si próprio. Para João Teodoro, a coisa de menos importância no mundo era João Teodoro. [Até aqui é exposição]- 2º PARÁGRAFO: Nunca fora nada na vida, nem admira a hipótese de vir a ser alguma coisa. E por muito tempo não quis nem se quer o que todos ali queriam: mudar-se para a terra melhor. [Discurso do narrador] 3ºPARÁGRAFO: Mas João acompanhava com aperto de coração o desaparecimento visível de sua Itaoca. [Discurso do narrador] 4º PARÁGRAFO:- Isso já foi muito melhor, dizia consigo. Já teve três médicos bons - agora só um bem ruinzote. Já teve seis advogados e hoje mal há serviço para um rábula ordinário como o Tenório. Nem circo de cavalinhos bate mais por aqui. A gente que presta se muda. Fica o restolho. Decididamente, a minha Itaoca está se acabando... [Monólogo interior] 5º PARÁGRAFO: João Tenório entrou a incubar a ideia de também mudar-se mas para isso necessitava dum fato qualquer que o convecesse de maneira absoluta de que Itaoca não tinha mesmo conserto ou arranjo possível. [Discurso do narrador] 6º PARÁGRAFO: - É isso deliberou lá por dentro. Quando eu verificar que tudo está perdido, que Itaoca não vale mais nada, de nada de nada, então arrumo a trouxa e boto-me fora daqui [Monólogo interior7º PARÁGRAFO: Um dia aconteceu a grande novidade: a nomeação de João Teodoro para delegado. Nosso homem recebeu a notícia como se fosse uma porretada no crânio. Delegado, ele! Ele que nada era, nunca fora nada, não queria ser nada, não se julgava capaz de nada... 8º PARÁGRAFO: Ser delegado  numa cidadezinha daquelas é coisa serilíssima. Não há cargo mais importante. É o homem que prende os outros, que solta, que manda dar sovas, que vai à capital falar com o governo. Uma coisa colossal ser delegado - estava ele, João Teodoro, de-le-ga-do de Itaoca!... [Discurso narrador] 9º PARÁGRAFO: João Teodoro caiu em meditação profunda, passou a noite em claro, pensando e arrumando as malas. Pela madrugada botou-as num burro, montou o seu cavalo magro e partiu. [Clímax da história10º PARÁGRAFO:-Que isso João? Par onde se atira tão cedo, assim de armas e bagagens? 11º PARÁGRAFO: - Vou-me embora respondeu o retirante.Verifiquei que Itaoca chegou mesmo ao fim. 12º PARÁGRAFO: - Mas, como? Agora que você está delegado? 13º PARÁGRAFO: -Justamente por isso. Terra em que João Teodoro chega a delegado eu não moro. Adeus. [Discurso direto] 14º PARÁGRAFO: E sumiu. [Desfecho]

    EXPOSIÇÃO: 1º PARÁGRAFO     DESENVOLVIMENTO: do 2º ao 13º PARÁGRAFO     DESFECHO: 14º PARÁGRAFO    COMPLICAÇÃO: 7º E 8º PARÁGRAFOS               CLÍMAX: 9º PARÁGRAFO

    A TESSITURA NARRATIVA: a narrativa deve tentar elucidar os acontecimentos, respondendo às seguintes perguntas essenciais:

    O QUE? - o(s) fato(s) que determina(m) a história;      QUEM? - a personagem(s);        - COMO? - o enredo, o modo como se tecem os fatos;   ONDE? - o lugar ou lugares da ocorrência;         QUANDO? - o momento ou momentos em que se passam os fatos;   POR QUÊ? - a causa do acontecimento 

                                                                          



    Escrito por Prof. Luiz César Frade às 22h28
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    TÉCNICAS DE REDAÇÃO

    TÉCNICAS DE REDAÇÃO- NARRAÇÃO,DESCRIÇÃO E DISSERTAÇÃO

    I. NARRAÇÃO: Narrar é contar um fato, um episódio; todo discurso em que algo é CONTADO possui os seguintes elementos, que fatalmente surgem conforme um fato vai sendo narrado: FATO: ONDE? QUANDO? COM QUEM? COMO?  A representação acima quer dizer que, todas as vezes que uma história é contada (É NARRADA), o narrador acaba sempre contando onde, quando, como e com quem ocorreu o episódio. É por isso que numa narração predomina a AÇÃO: o texto narrativo é um conjunto de ações; assim sendo, a maioria dos VERBOS que compõem esse tipo de texto são os VERBOS DE AÇÃO. O conjunto de ações que compõem o texto narrativo, ou seja, a história que é contada nesse tipo de texto, recebe o  nome de ENREDO.As ações contidas no texto narrativo são praticadas pelas PERSONAGENS, que são justamente as pessoas envolvidas no episódio que está sendo contado ("COM QUEM?" do quadro acima).As personagens são identificadas (=nomeadas) no texto narrativo pelos SUBSTANTIVOS PRÓPRIOS. QUANDO O NARRADOR CONTA UM EPISÓDIO, ÀS VEZES (MESMO SEM QUERER) ELE ACABA CONTANDO "onde” (=em que lugar) as ações do enredo foram realizadas pelas personagens. o lugar onde ocorre uma ação ou ações é chamado de espaço, representado no texto pelos ADVÉRBIOS DE LUGAR. Além de contar onde, o narrador também pode esclarecer "QUANDO" ocorreram as ações da história. Esse elemento da narrativa é o TEMPO, representado no texto narrativo através dos tempos verbais, mas principalmente pelos ADVÉRBIOS DE TEMPO. É o tempo que ordena as ações no texto narrativo: é ele que indica ao leitor "COMO” o fato narrado aconteceu.  A história contada, por isso, passa por uma INTRODUÇÃO (parte inicial da história, também chamada de prólogo), pelo DESENVOLVIMENTO do enredo (é a história propriamente dita, o meio, o "MIOLO" da narrativa, também chamada de trama) e termina com a CONCLUSÃO  da história (é o final ou epílogo).Aquele que conta a história é o NARRADOR, que pode ser PESSOAL (narra em 1ª pessoa: EU...) ou IMPESSOAL (narra em 3ª pessoa: ELE...). Assim, o texto narrativo é sempre estruturado por verbos de ação, por advérbios de tempo, por advérbios de lugar e pelos substantivos que nomeiam as personagens, que são os agentes do texto, ou seja, aquelas pessoas que fazem as ações expressas pelos verbos, formando uma rede: a própria história contada. II- DESCRIÇÃO: descrever é CARACTERIZAR alguém, alguma coisa ou algum lugar através de características que particularizem o caracterizado em relação aos outros seres da sua espécie. Descrever, portanto, é também particularizar um ser. É "fotografar" com palavras.  No texto descritivo, por isso, os tipos de verbos mais adequados (mais comuns) são os VERBOS DE LIGAÇÃO (SER, ESTAR, PERMANECER, FICAR, CONTINUAR, TER, PARECER, etc.), pois esses tipos de verbos ligam as características -representadas linguisticamente pelos ADJETIVOS - aos  seres caracterizados - representados pelos SUBSTANTIVOS.  Exemplo: O PÁSSARO É AZUL. 1- Caracterizado: pássaro / 2- Caracterizador ou característica: azul / O verbo que liga 1 com 2: é.  Num texto descritivo podem ocorrer tanto caracterizações adjetivas (físicas, concretas), quanto subjetivas (aquelas que dependem do ponto de vista de quem descreve e que se referem às características não físicas do caracterizado). Exemplo: PAULO ESTÁ PÁLIDO (caracterização objetiva), mas lindo! (caracterização subjetiva). III-DISSERTAÇÃO: além da narração e da descrição há um terceiro tipo de redação ou de discurso: a DISSERTAÇÃO. Dissertar, assim, é emitir opiniões  de  maneira convincente, ou seja, de maneira que elas sejam compreendidas e aceitas pelo leitor; e isso só acontece quando tais opiniões estão bem fundamentadas, comprovadas, explicadas, exemplificadas, em suma: bem ARGUMENTADAS (argumentar=convencer, influenciar, persuadir). A argumentação é o elemento mais importante de uma dissertação. Embora dissertar seja emitir opiniões, o ideal é que o seu autor coloque no texto seus pontos de vista como se não fossem dele e sim, de outra pessoa (de prestígio,famosa, especialista no assunto, alguém...), ou seja, de maneira IMPESSOAL, OBJETIVA e sem prolixidade ("encher linguiça"): que a dissertação seja elaborada com VERBOS E PRONOMES EM TERCEIRA PESSOA. O texto impessoal sua como verdade e, como já citado, fazer crer é um dos objetivos de quem disserta. NA DISSERTAÇÃO, AS IDEIAS DEVEM SER COLOCADAS DE MANEIRA CLARA E COERENTE E ORGANIZADAS DE MANEIRA LÓGICA: a-) o elo de ligação entre pontos de vista e argumento se faz de maneira coerente e lógica através das CONJUNÇÕES (=concectivos) - coordenativas ou subordinativas, dependendo da idéia que se queira introduzir e defender; é por isso que as conjunções são chamadas de MARCADORES ARGUMENTATIVOS. b-) todo texto dissertativo é composto por três partes coesas e coerentes: INTRODUÇÃO, DESENVOLVIMENTOE CONCLUSÃO. A INTRODUÇÃO é a parte em que se dá a apresentação do tema, através de um CONCEITO (e conceituar é GENERALIZAR, ou seja, é dizer o que um referente tem em comum em relação aos outros seres da sua espécie) ou através de QUESTIONAMENTO(s) que ele sugere, que deve ser seguido de um PONTO DE VISTA e de seu ARGUMENTO PRINCIPAL.  Para que a introdução fique perfeita, é interessante seguir esses passos: 1- Transforme o tema numa pergunta;  2- Responda a pergunta (e obtém-se o PONTO DE VISTA); 3. COLOQUE O PORQUÊ DA RESPOSTA (E OBTÉM-SE o ARGUMENTO).    O desenvolvimento contém as ideias a que reforçam o argumento principal, ou seja, os ARGUMETNOS AUXILIARES e os FATOS-EXEMPLOS (verdadeiros, reconhecidos publicamente). A CONCLUSÃO é a parte final da redação dissertativa, onde o seu autor deve "amarrar" resumidamente (se possível, numa frase) todas as ideias do texto para que o PONTO DE VISTA inicial se mostre irrefutável, ou seja, imposto e aceito como verdadeiro.  Antes de iniciar a DISSERTAÇÃO, no entanto, é preciso que seu autor: 1. Entenda bem o tema; 2. Reflita a respeito dele; 3. Passe para o papel as ideias que o tema lhe sugere; 4. Faça a organização textual (o "esqueleto do texto"), pois a quantidade de ideias sugeridas e pelo tema é igual à quantidade de parágrafo que a dissertação terá no DESENVOLVIMENTO do texto.



    Escrito por Prof. Luiz César Frade às 20h57
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    COMO ESCREVER BEM UMA REDAÇÃO

    COMO ESCREVER BEM UMA REDAÇÃO

    Bem humoradoOs grandes escritores possuem tal convívio e domínio da linguagem escrita como maneira de manifestação que não se preocupam mais em determinar as partes do texto que estão produzindo. A lógica da estruturação do texto vai determinando, simultaneamente, a distribuição das partes do texto, que deve conter começo, meio e fim.O aluno, todavia, não possui muito domínio das palavras ou orações; portanto, torna-se fundamental um cuidado especial para compor a redação em partes fundamentais. Alguns professores costumam determinar em seus manuais de redação outra nomenclatura para as três partes vitais de um texto escrito. Ao invés de começo, meio e fim, elas recebem os nomes de introdução, desenvolvimento e conclusão ou, início, desenvolvimento e fecho. Todos esses  nomes referem-se aos mesmos elementos. Vejamos, sucintamente alguns deles. A.INTRODUÇÃO (início,começo)- Podemos começar uma redação fazendo uma afirmação, uma declaração, uma descrição, uma pergunta, e de muitas outras maneiras. O que se deve guardar é que uma introdução serve para lançar o assunto, delimitar o assunto, chamar a atenção do leitor para o assunto que vamos desenvolver. Uma INTRODUÇÃO não deve ser muito longa para não desmotivar o leitor. Se a redação deve ter trinta linhas, aconselha-se a que o aluno use de quatro a seis para a parte introdutória. DEFEITOS A EVITAR: I. Iniciar uma idéia geral, mas que não se relaciona com a segunda parte da redação. II.Iniciar com desvio de assunto (o início deve ser curto). III.Iniciar com as mesmas palavras do título. IV.Iniciar aproveitando o título, com se este fosse um elemento de primeira frase. V.Iniciar com chavões.  EXEMPLOS : - Desde os primórdios da Antiguidade... - Não é fácil a respeito de...- Bem eu acho que... -Um dos problemas mais discutidos na atualidade...B. DESENVOLVIMENTO (meio,corpo)- A parte substancial e decisória de uma redação é o seu desenvolvimento. É nela que o aluno tem a oportunidade de: colocar um conteúdo razoável, lógico. Se o desenvolvimento da redação é sua parte mais importante, deverá ocupar o maior número de linhas. Supondo-se uma redação de trinta linhas, a redação deverá destinar de catorze (14) a dezoito (18) linhas para o corpo ou desenvolvimento da mesma. DEFEITOS A EVITAR: I. Pormenores, divagações, repetições, exemplos excessivos de tal sorte a não sobrar espaço para a conclusão.  C. CONCLUSÃO (fecho, final): Assim como a INTRODUÇÃO, o fim deverá ocupar uma pequena parte do texto. Se a redação está planejada para trinta linhas, a parte da CONCLUSÃO deve ter quatro a seis linhas. Na CONCLUSÃO, nossas idéias propõem uma solução. O ponto de vista do escritor, apesar de ter  aparecido nas outras partes, adquire maior destaque na CONCLUSÃO. Se alguém introduz, desenvolve-o brilhantemente, mas não coloca uma CONCLUSÃO: o leitor sentir-se-á perdido, estupefato.  DEFEITOS A EVITAR: I. Não finalizar (é o principal defeito) II.Avisar que vai concluir, utilizando expressões como "Em resumo" ou "Concluindo".

                    

     

     

                          Bem humoradoBem humorado                                     

     



    Escrito por Prof. Luiz César Frade às 20h46
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    OS DEZ PECADOS MORTAIS DE UMA NARRATIVA

    OS DEZ PECADOS MORTAIS DE UMA NARRATIVA

    Sempre que acabamos de escrever um texto narrativo, lá vem a mesma pergunta nos atormentando: será que ficou bom? Ao recebermos de volta nossa redação corrigida, vemos que falhamos em alguns aspectos, que poderíamos evitar alguns erros. Este artigo foi escrito pensando nisso: como evitar os “PECADOS” mais frequentes da narrativa? Pois bem, vamos dividir os tais ‘PECADOS” em DEZ tipos mais frequentes e tentar não cometê-los. 1-USO   E   MAU   USO   DAS   PALAVRAS

    Você sabe muito bem que as palavras funcionam como matéria-prima para a construção de qualquer texto. No entanto, elas também são como uma faca de dois gumes fique atento. Um defeito que um bom texto jamais deverá apresentar é a repetição de palavras sem fins estilísticos. Claro que não estamos falando de repetições intencionais como as anáforas, por exemplo, mas daquele tipo que desgasta a narrativa e empobrece, inclusive, seus significados. Veja o exemplo: “A menina esteve sentada ali durante toda à tarde. Coitada da menina, não sabia que a consulta duraria tanto e que sua mãe ficaria, então, preocupada. A menina pediu para telefonar e falou com a mãe, explicando-lhe a demora”  DICA: procure substituir os nomes por pronomes quando perceber que você repetiu muito a mesma palavra. 2-USO DE CLICHÊS

    Nada mais devastador do que o clichê, entendendo-se como clichê as repetições de expressões, ideias ou palavras que, pelo uso constante e popularizado, nada mais significam. Exclua de sua redação narrativa as expressões: “lindo dia de sol”, “abraço cheio de emoção”, “Beijo doce”, “ao por do sol”, “faces rosadas”, “inocente criança”,  “Num belo domingo de Primavera”... “família unida”, “uma grande salva de palmas”, “paixão intensa”.  Esses são apenas alguns exemplos, claro. E depende da sensibilidade de cada um para captar os desgastes que as palavras e expressões possuem.3-FALTA  DE  COERÊNCIA  INTERNA

    Outro aspecto também muito desgastante: levando-se em conta que uma narrativa é uma sucessão de acontecimentos que ocorrem em tempo e espaço determinados, que envolvem ações feitas e recebidas pelas personagens, é interessante que jamais percamos a coerência interna. Precisamos ter atenção na construção do texto narrativo, a fim de que ele, que é como se fosse um tapete num tear, não perca suas qualidades de completude. Deixar pelo caminho situações mal desenvolvidas circunstâncias mal nomeadas ou esclarecidas dão sempre a ideia de desatenção, pressa ou falta de cuidado com a tessitura do texto. Ele deve sempre parecer um todo verossímil, capaz de convencer quem o leia. Imitação da vida ou ultra-realidade, o texto não pode, a não ser por escolha do autor, como estilo, parecer em alguns aspectos, sem resistência de continuidade. Mesmo que o tempo seja “cortado” e nele se insiram os flashback, não permita que ele se fragmente e esses fragmentos esgarcem a compreensão do que você imprimiu à sua história. DICA: lembre-se de que a narrativa é como uma vida, um trecho dela: há circunstâncias que, se retiradas, fazem-na tornar-se incompleta ou superficial. 4-  AUSÊNCIA   DE   CARACTERÍSTICAS    DAS    PERSONAGENS Quando construímos a personagem ou personagens, sabemos que elas devem parecer verdadeiras, criaturas assemelhadas que são aos humanos. Mesmo numa fábula ou num apólogo, em que animais ou coisas são personificados, há uma tendência de caracterizá-las como criaturas do mundo real.  Uma personagem, sobretudo a protagonista, deve ter traços fortes, típicos, particulares. Se você criá-las sem características específicas, não há como ressaltar-lhe os atos e torná-los significativos na sequência da narração.     DICA: uma boa personagem tem um cacoete qualquer; uma cor de  olhos, tiques, manias, gestos (passar a mão no cabelo, estalar os dedos ou balançar a cabeça de um lado para o outro). 5- AUSÊNCIA   DE   CARACTERÍSTICAS   ESPACIAIS Outro problema que é muito complicado para quem escreve é a caracterização do espaço onde ocorrem as ações. Muitas vezes, ele sequer existe, como no trecho: “Enquanto lá fora chovia intensamente, as crianças pulavam aos berros sobre o sofá da sala.”  Quando o corretor lê isso, sem mais nenhuma indicação posterior, o que pode imaginar é um sofá no meio do nada e três crianças pulando sobre ele... uma janela dependurada e lá fora  a chuva intensa... Este aspecto é tão importante que, frequentemente, revela estados de espírito, características psicológicas e intelectuais das personagens.  DICA: não seja excessivamente minucioso, aborde aspectos. Por exemplo: numa narrativa de terror ou suspense, em que uma determinada cena vai se desenvolver no sótão; ou no porão. É imprescindível que você, em dado momento, indique e descreva os caminhos que conduzem a tais lugares    6-USO  REITERADO   DE   ADJETIVOSImagine se você lesse um início de narrativa assim: “Numa linda, perfeita, maravilhosa, fantástica e ensolarada manhã de primavera brasileira, aquela extraordinária jovem de cabelos longos, negros e volumosos abriu a ampla janela para o belíssimo e perfeito jardim...” Diga a verdade: você aguentaria ler o resto? É evidente que, ao descrever uma personagem ou um ambiente em que ela se encontra, precisaremos da ajuda de adjetivos; mas saiba priorizá-los no uso, evitando abundância desnecessária. Uso ampliado de adjetivos também desgasta (como no exemplo acima) o texto, banaliza-o e nada acrescenta a ele senão um certo pernosticismo que todos queremos evitar. 7-  ESCRITA    CIRCULAR Qual é o tamanho correto que se deva dar a um texto narrativo no vestibular? Rigorosamente, não há tamanho exato para nenhum tipo de texto, muito menos os narrativos. Mas convém não ultrapassar 40 a 50 linhas para que não incorramos num erro muito significativo: escrever “circularmente”, ou seja, repetir, infinitamente repetir, ao redor do mesmo tema, a mesma história ou argumentos com ou uma espécie de bêbado que fala sempre a mesma coisa.  Escrever circularmente é como andar em círculos, sem que possamos sair do lugar, investindo em algo que é importante para qualquer narrativa: as ações novas que se encadeiam a peripécia dos acontecimentos, a sequencia que nos permita um bom fecho. DICA: antes de começar a escrever, faça um breve roteiro (não é um resumo) sobre como quer que a história se desenvolva. Ajuda muito e nos auxilia a não perdermos em descaminhos. 8-  COMEÇO,   MEIO   E    FIM...

    Um bom texto narrativo deve seguir esta sequência: começo, meio e fim? Nem sempre. Muita gente, quando escreve, imagina que, para ser compreendido, é preciso ser didático. Errado, pecado mortal.  Não acredite nisso. Uma outra pergunta que se faz muito ao intentar um texto narrativo é se ele pode terminar em “aberto”, ou seja, apenas com a sugestão de fecho, aceitando a interferência, a interação com o leitor que pode, de acordo com suas vivências e experiências, “fechá-lo” à sua maneira. Isso é uma boa dica, acredite, para fazer melhor o seu texto.  Experimente por exemplo, começá-lo pelo clímax, assim você rompe o lugar comum e chama mais a atenção do seu corretor, que tal?          9-ESQUECENDO   UMA    PERSONAGEM

    Antes de começar o seu texto, lembre-se de ter com atenção todas as recomendações do enunciado e não se esquecer de qualquer recomendação.  Sobretudo quando se trata de criar um determinado tipo de personagem. Se o enunciado pedir a você que crie um detetive, uma mulher que lê mãos, um homem misterioso de chapéu, tais pedidos, certamente, fazem parte fundamental do que se pretende da narrativa. Pior do que isso é começar a narrar e, após citar uma personagem, esquecê-la, deixá-la de lado, não trazê-la ao fio da história para que se desenvolva plenamente.  “Esquecer” uma personagem é o ato narrativo imperdoável.10.   ESQUECENDO   UMA   AÇÃO

    Por fim, nada pior que esquecer uma ação exigida pelo enunciado.  Quando ele pede um determinado componente acional, melhor prestar muita atenção e dar um contorno de relevância a isso.  Normalmente, o enunciado destaca o que pede como imprescindível.  E antes de passar a limpo a redação, vá ao rol de exigências e confira se cumpriu todos os itens.  Há duas coisas que dão nota zero na hora de elaborar o texto: fugir do modal, trocá-lo (pede-se, por exemplo, uma narração e você faz um  dissertação...) A outra é esquecer os itens do enunciado, descumpri-los ou relegar exigências fundamentais a circunstâncias secundárias. 

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    Escrito por Prof. Luiz César Frade às 20h34
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    ENEM -2009 -

           VESTIBULAR-2009

    Relação das obras a serem lidas para o vestibular – USP e UNICAMP

    Dom Casmurro                                            Machado de Assis

    Capitães da Areia                                        Jorge Amado

    Iracema                                                       José de Alencar

    Memórias de um Sargento de Milícias        Manoel Antonio de Almeida

    As Cidades e as Serras                               Eça de Queiroz

    O Cortiço                                                    Aluísio de Azevedo

    Vidas Secas                                                Graciliano Ramos

    Auto da Barca do Inferno                            Gil Vicente

    Como funcionará o novo sistema de seleção proposto pelo Ministério da Educação (MEC)- e que começa a ser adotado por algumas universidades federais e particulares ainda neste ano.

    1-O QUE CAIRÁ NO NOVO ENEM?

    Serão 180 questões de múltipla escolha divididas em quatro áreas do conhecimento: LINGUAGENS (inclui redação), CIÊNCIAS HUMANAS (inclui história e Geografia), CIÊNCIAS NATURAIS (inclui física, química e biologia) e MATEMÁTICA.

    2-QUANTO  TEMPO A PROVA VAI DURAR?

    Cada uma das provas deverá ser feita até duas horas e meia; a Redação, em uma hora e meia.

    3-AS PERGUNTAS TERÃO PESOS DIFERENTES?

    Sim, questões mais difíceis valerão mais.

    4-COMO A NOTA SERÁ USADA NA SELEÇÃO DAS UNIVERSIDADES?

    As universidades podem atribuir um peso específico às áreas de conhecimento dependendo do curso. Se o aluno optar por um curso em exatas, por exemplo, o peso da prova de matemática pode ser maior do que o de línguas.

                                    

    5-QUANDO SERÁ O EXAME?

    A prova ocorre nos dias 3 e 4 de outubro. No primeiro dia, será das 13h30 às 17h30. No segundo, das 13h30, serão 45 questões para cada uma das quatro aéreas: português (com redação), matemática, ciências humanas e ciências da natureza.  As inscrições serão entre 15/06 e 17/07. Os resultados saem entre dezembro e janeiro. Em 2010 está previsto de 2 a 4 provas no ano. E o aluno poderá fazer o exame quantas vezes quiser, se repetir.

    6-QUAL É O VALOR DA INSCRIÇÃO?

    Ela é gratuita para os alunos da rede pública. Para os da rede particular, será de R$ 35,00 (trinta e cinco reais).

    7-SE O ALUNO QUISER TENTAR A TRANSFERÊNCIA DE CURSO OU DE FACULDADE TERÁ DE FAZER O ENEM?

    Não necessariamente. Hoje, cada universidade tem um sistema próprio para selecionar os alunos que pedem transferência. Algumas avaliam o boletim da faculdade, poderão também considerar a nota no novo Enem. Nesse caso, quem não tiver realizado o exame precisará fazê-lo.

    8-POR QUANTO TEMPO A NOTA DA PROVA SERÁ VÁLIDA?

    Provavelmente por (3) três anos. Nesse período, o aluno pode apresentar a mesma nota às universidades. Como o Enem é um exame padronizado, ao contrário do vestibular, estatisticamente é possível, sim, comparar as médias de alunos que realizaram provas em anos diferentes.

    9-COMO O ENEM PODERÁ SER USADO PELAS UNIVERSIDADES FEDERAIS? DE QUATRO MANEIRAS:

    -Como única forma de seleção;

    -Como primeira fase;

    -Como percentual da nota final;

    -Nas vagas remanescentes.

    10-   É POSSÍVEL USAR O MESMO ENEM PARA SE CANDIDATAR A UMA VAGA EM DIFERENTES UNIVERSIDADES?

    Sim. Este é exatamente o propósito da prova nacional. No entanto, nos casos em que a universidade aderir ao Sistema Unificado haverá um limite de até cinco opções por candidato, que devem ser colocadas em ordem de preferência. As vagas de um curso serão oferecidas antes àqueles estudantes que o tiverem escolhido como primeira opção.

    11- COMO SABER SE A NOTA OBTIDA NO EXAME SERÁ SUFICIENTE PARA O INGRESSO NUM CURSO?

    Esta é uma das principais mudanças do sistema proposto pelo MEC.: o aluno receberá sua nota antes de se inscrever nos concursos das faculdades e poderá, ainda, consultar as médias dos demais candidatos à vaga que ele deseja. Isso será feito por meio do sistema on-line de inscrições, onde tais informações estarão abertas a consulta. Assim, o candidato passa a ter visão muito realista de suas chances no processo seletivo.

    12-QUE CONTEÚDO ESTUDAR?

    O mesmo do Ensino Médio, privilegiando o raciocínio.

                                         



    Escrito por Prof. Luiz César Frade às 20h26
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