Meu Perfil
BRASIL, Sudeste, MOCOCA, JARDIM SANTA CLARA, Homem, de 46 a 55 anos, Portuguese, English, Arte e cultura, Livros, Natureza,Fotografia,Praia
MSN -



Histórico


    Votação
     Dê uma nota para meu blog


     
    OFICINA DE TEXTOS E CONTEXTOS


    REDAÇÃO

    A redação a seguir foi desenvolvida através do tema proposto -

    "O LIQUIDO MAIS PRECIOSO, RENOVÁVEL, MAS LIMITADO".

    publicado neste blog em 21 de agosto de 2011.

    O título abaixo apresentado "BASTA CUIDAR", foi escrito pela aluna Thaís Salatiel da 2ª série do Ensino Médio da

    E.E. "Pe. Donizetti Tavares de Lima" - Tambaú-SP. e com autorização da mesma ficará aqui reproduzida como um trabalho bem

    escrito e que merece destaque.

     

    TÍTULO: "BASTA CUIDAR"

                  "A QUANTIDADE DE PROBLEMAS AMBIENTAIS ENFRENTADOS PELO PLANETA TERRA É MUITO GRANDE. DENTRE ELES,DESTACA-SE A QUESTÃO DA ESCASSEZ DE ÁGUA, ESSE LÍQUIDO TÃO PRECIOSO E INDISPENSÁVEL À SOBREVIVÊNCIA HUMANA.

                  É COMPROVADO POR ESPECIALISTAS QUE A ÁGUA DO MUNDO NÃO VAI ACABAR,  POIS 70% DO PLANETA É COMPOSTO POR ELA, ESTA QUE POR SUA VEZ, RENOVA-SE NUM CICLO SEM FIM. PORÉM, O MAU GERENCIAMENTO DESSE RECURSO NATURAL FARÁ DA ÁGUA UM BEM ESCASSO.

                  O HOMEM, CADA VEZ MAIS DEIXA DE SE IMPORTAR COM O QUE A NATUREZA LHE OFERECE E BUSCA CONQUISTAR AS COISAS POR MÉRITO PRÓPRIO, ESQUECENDO-SE QUE AS CONSEQUÊNCIAS DOS SEUS ATOS VÃO APARECER, OU MELHOR, JÁ COMEÇARAM A APARECER E ACABAM ATINGINDO O PRÓPRIO SER HUMANO.

                  CONTUDO, AINDA HÁ TEMPO DE RESGATAR O QUE SE PERDEU: A CONSCIÊNCIA DE QUE TUDO NA NATUREZA FOI CRIADO PARA O BEM HUMANO. ENTRETANTO, SE NÃO FOR BEM CUIDADO PODERÁ TER GRAVES CONSEQUÊNCIAS. SABER CUIDAR DA ÁGUA É UMA OBRIGAÇÃO, AFINAL SE ESSE RECURSO ACABAR, NADA MAIS EXISTIRÁ."

     

     

     

     

     

     



    Escrito por Prof. Luiz César Frade às 10h24
    [] [envie esta mensagem] [ ]



    ÁGUA-TEMA POLÊMICO

    TEMA: O LÍQUIDO MAIS PRECIOSO, RENOVÁVEL, MAS LIMITADO.

     

    Hoje, podemos dizer que o planeta já enfrenta uma crise de água. Isso não significa que a água da Terra esteja chegando ao fim, O volume que circula por mares, rios e lagos, mais o que é guardado nos depósitos subterrâneos, como gelo nas calotas polares ou como umidade da atmosfera, não varia. Está em eterno processo de reciclagem natural: evapora, desaba como chuva, escorre para o fundo da terra e retorna para a superfície, de onde volta a evaporar, num ciclo perpétuo. Por isso a água é um recurso renovável. Afora uma pequena parcela trazida do espaço sideral por cometas que eventualmente se chocaram com a Terra, a água que hoje usamos para matar a sede e para o banho é composta das mesmas moléculas que formaram os mares e, que nadaram os primeiros peixes, o gelo que recobriu o planeta nas eras glaciais e a chuva que molhou os dinossauros. No entanto, um recurso renovável não se mantém, necessariamente, inesgotável e de boa qualidade todo o tempo. Tudo depende do equilíbrio entre a renovação e o consumo. Fatores naturais limitam o volume de água disponível para a espécie humana. Muitos povos vivem em zonas áridas, e mesmo regiões com bons recursos híbridos passam por secas que afetam os mananciais. Isso sempre foi assim. A diferença, na situação atual, é que enfrentamos uma ameaça de escassez crônica de proporções globais cuja grande causa são as atividades humanas. O consumo crescente e do desperdício, a contaminação dos mananciais e as alterações climáticas desequilibram a relação entre a oferta e a demanda de água potável. A crise da água  é menos uma questão de escassez real, e mais de mau gerenciamento do uso desse recurso. A falta de água põe em risco não só a saúde humana como também o desenvolvimento socioeconômico e o bem-estar de toda a sociedade.

    Fonte: Guia do Estudante/2011

     

     

     

    Com o tema acima desenvolva um texto com quatro parágrafos:

    1º Parágrafo - Introdução

    2º e 3º Parágrafos -  Desenvolvimento

    4º Parágrafo - conclusão

     

     

    **Não se esqueça de que todas as dicas e regras estão neste Blog.

                             

     

     



    Escrito por Prof. Luiz César Frade às 16h17
    [] [envie esta mensagem] [ ]



    ENEM-2011

    DO ENEM PARA A VIDA

    10 DICAS PARA A PROVA DE REDAÇÃO DO EXAME NACIONAL DO ENSINO MÉDIO QUE SÃO ÚTEIS TAMBÉM NO SEU DIA A DIA

    ATENÇÃO AO QUE SE PROPÕE- UMA LEITURA CUIDADOSA DA PROPOSTA DE REDAÇÃO EVITA QUE O CANDIDO FUJA DO TEMA OU SÓ O TANGENCIE.

    EXAMINE A ANTOLOGIA           - TRECHOS SELECIONADOS PELA PROVA CUMPREM A TAREFA DE PROVOCAR A REFLEXÃO ACERCA SA SITUAÇÃO-PROBLEMA EM QUESTÃO.

    SIGA AS INSTRUÇÕES             O MÍNIMO DE 8 E O MÁXIMO DE 30 LINHAS ESCRITAS, BEM COMO NÃO ENTREGAR A PROVA À TINTA, PODEM DESCLASSIFICAR O CANDIDATO.

    FAÇA UM RASCUNHO               - É NESSA ETAPA QUE SE ORGANIZAM AS IDEIAS PARA QUE SE ORGANIZEM SEGUNDO A ESTRUTURA CLÁSSICA DA DISSERTAÇÃO: INTRODUÇÃ (APRESENTAÇÃO DA TESE A SER DEFENDIDA); DESENVOLVIMENTO (ARGUMENTOS QUE JUSTIFIQUEM A TESE); CONCLUSÃO (PARÁGRAFO FINAL EM QUE SE EXPÕE UMA SOLUÇÃO OU DESFECHO PARA O TEMA)

    NORMA CULTA                         - O DOMÍNIO DA LÍNGUA NÃO IMPLICA NECESSARIAMENTE UM TEXTO REBUSCADO. O IDEAL É QUE SEJA CORRETO E SIMPLES. CONVÉM EVITAR PERÍODOS LONGOS DEMAIS E VOCABULÁRIO PEDANTE, BEM COMO CLICHÊS E GENERALIZAÇÕES VAZIAS.

    MARCAS DA ORALIDADE          - EXPRESSÕES DA FALA COTIDIANA, COMO -NÉ, OK,TÁ, POR EXEMPLO, NÃO TÊM LUGAR NUMA REDAÇÃO. PALAVRAS OBSCENAS TAMBÉM DEVEM SER EVITADAS, A MENOS QUE INDISPENSÁVEIS AO TRATAMENTO DO ASSUNTO.

    SEM INTERNETÊS                    - ABREVIAÇÕES DO TIPO - VC, HJ, TD, ETC., PODEM TIRAR PONTOS DE UMA REDAÇÃO QUE NÃO ESTÁ NA SITUAÇÃO DE COMUNICAÇÃO QUE EXIGE O INTERNETÊS. NENHUM LEITOR É OBRIGADO A ENTENDER A LINGUAGEM DOS COMPUTADORES. CONVÉM NÃO USAR NENHUM TIPO DE ABREVIAÇÃO EQUIVOCADA.

    MANTER A PESSOA DO DISCURSO -  CONVÉM MANTER A MESMA PESSOA DO DISCURSO AO LONGO DE TODO O TEXTO- SEJA A 3ª DO SINGULAR( ENTENDE-SE QUE ELA TENHA AGIDO ASSIM...) OU A 1ª DO PLURAL ( VIVEMOS UMA ERA TECNOLÓGO-É ACONSELHÁVEL LER O TEXTO DEPOIS DE TERMINÁ-LO, PARA QUE NÃO PASSEM POSSÍVEIS DESLIZES GRAMÁTICAIS, ERROS DE CONCORDÂNCIA, ETC. ALÉM DISSO REPETIÇÕES E REDUNDÂNCIAS, COMUNS QUANDO SE ESCREVE COM PRESSAS, PODEM COLOCAR A REDAÇÃO A PERDER.
    EXERCITE                                - ESCREVER E REESCREVER TEXTOS AJUDA A CRIAR HÁBITO.

     



    Escrito por Prof. Luiz César Frade às 17h41
    [] [envie esta mensagem] [ ]



    DICAS PARA UMA REDAÇÃO NOTA 10

    DICAS PARA UMA REDAÇÃO NOTA 10. PARA SAIR-SE BEM NA ESCRITA DE BONS TEXTOS CLAROS E OBJETIVOS SEGUE ABAIXO 10 PASSOS PARA UMA REDAÇÃO DE QUALIDADE.

    1-CUIDADO COM A GRAMÁTICA

    Um texto sem erros gramaticais, no entanto, deve ser hoje, encarado mais do que uma mera meta. É antes um pressuposto.Toda redação é um composto em que o uso da linguagem adequada se revela um de seus fatores importantes.Mas não é o único.Temos que ser capaz de conhecer e reconhecer as diversas linguagens, sabendo comunicar-se em diferentes situações conforme a exigência do contexto.É preciso saber acentuar, concordar verbal e nominalmente; demonstrar que conhecer os preceitos da ortografia e tem habilidade com os conectivos, pronomes e verbos, e que o conhecimento da regência verbal e nominal condiga com tecido textual.Convém evitar expressões como “eu acho”, “eu penso”, “quem sabe”, porque elas mostram dúvida e fazem com que seu texto perca credibilidade. É preciso, acima de tudo, usar linguagem simples, que não exige do leitor o esforço de decifrar um texto complicado de entender.Torne as frases leves e curtas sendo claro, seguindo a ordem direta de apresentação do assunto, sem inversão da sequência de dados e opiniões. É necessário, para tudo isso, uma dose de leitura diária.

    2-SAIBA CERCAR-SE DE INFORMAÇÕES

    Uma boa redação é muitas vezes aquela em que se soube manejar uma coletânea de textos de apoio, mas fazendo isso com sabedoria, sem simplesmente decalcar as informações. A coletânea deve ser usada como uma referência para que se possa encaminhar o próprio texto. Consultar diferentes fontes, entender as idéias que provém delas, e reproduzir o texto em consonância com os limites impostos pelas informações consultadas é um exercício importante, pois pode dar segurança e qualidade aos nossos textos.Assim , quando lançados à obrigação de criar textos sem consultar do gênero, saberemos o que fazer com as idéias que nos surgirem na cabeça, pois teremos aprendido a organizar o desenvolvimento de raciocínios a partir de informações, não mera divagação. Portanto mais lermos, interarmos, sabermos, pesquisarmos estaremos criando o nosso texto com muito mais informações e certeza do que queremos passar através dele.

    3- BUSQUE UM RACIOCÍNIO LÓGICO

    Uma redação nota 10 é a que apresenta idéias que permitam ao leitor uma compreensão exata do que se pretendeu escrever. Cabe ao redator da um caminho ao raciocínio, criar um sentido que responda às lacunas do que ele imagina tomar o leitor a cada parágrafo. Uma dissertação de vestibular, por exemplo, de apresentar introdução, desenvolvimento e conclusão. A narrativa de uma entrevista de trabalho, uma seleção de emprego com tema de redação livre, pode dispor de apresentação, trama e desfecho.É providencial que os parágrafos estejam organizados para que a leitura seja clara e sem dispersão. Para tanto, o uso correto dos conectivos (conjunção, pronome relativo e preposição), torna-se fundamental. São eles que permitem ajustes de raciocínio por meio de ligações adequadas.Um bom vocabulário é outro fator importante na composição do raciocínio, pois é preciso saber variar os termos e fazer uso de sinônimos. A coesão espaço temporal requer cuidados para evitar equívocos, como conferir a um personagem citado falas distintas do tempo em que o apresentamos.

    4- CONCILIE TEMA E PROPOSTA

    Seja qual for a sua opinião, simplesmente a defenda. Busque a sensatez e evite radicalismo e pontos polêmicos, Numa prova de redação, é frequente a necessidade de fazer a associação entre a leitura, a interpretação do tema proposto. O ideal é ler atentamente o que nos propõem avaliar os conceitos que temos e os argumentos em contrário, acentuar detalhar imprescindíveis e produzir um projeto de texto que demonstre com precisão a capacidade de trabalhar o tema dentro do que foi solicitado. É sempre bom lembrar que, em muitos casos, o tema exige um senso de observação aguçado, que leva o redator, obrigatoriamente, as relações intertextuais dinâmicas e até mesmo complexas, principalmente nos chamados temas “filosóficos” ou “comportamentais”

     5-RECORRA AOS ESBOÇOS

    Os textos que não passam por um projeto prévio são os que mais podem causar problemas. E o que seria um projeto de texto então? É projetar aquilo que se vai escrever: limitar às exigências do público que lerá o texto, balanceado com o que se pode trabalhar. Assim, no caso dos textos argumentativos, o primeiro passo é extrair uma tese, a idéia que vai ser exposta e definida. Em seguida, buscar as argumentações que, de forma crítica e bem conduzidas, possam sustentar tal tese. Tudo isso de modo a compor um esquema, um esboço para incluir pontos que sejam importantes e não esquecidos quando da elaboração do texto. A conclusão pode ser projetada desde o início, para que o redator quando e como terminar o trabalho. É fundamental lembrar que temos um espaço para escrever e, seja qual o for o gênero, ele precisa atender aos limites impostos pela situação de comunicação. Daí a importância também do planejamento textual.

    6-SEJA COERENTE

    Uniformidade é uma palavra-chave. A ideia que o norteia não pode ser contraditória, generalizando ou inverossímil. A boa redação prima pela coerência, não desdiz o que vinha apresentando, não faz generalizações inexatas, nem considerações infundadas.A coerência diz respeito ao modo como aas ideias e os fatos são dispostos. Descreva argumentos coerentes. Apresente apenas argumentos que tenham fundamentos, não tente escrever o que você “acha” ou não tenha certeza. Tudo isso tende a levar o texto ao descrédito – como dizer, simplesmente, que todos os políticos são desonestos, todos os jovens usam drogas, todas as mulheres gostam de apanhar, e coisas do gênero. Seja objetivo. Numa seleção de emprego com tema livre, por exemplo, convém falar da carreira, da profissão, da área de atuação ou algo sobre atualidade. Redações com temas indistintos, como “minhas férias”, ou confessionais demais, indicam falta de objetividade

    7-EVITE FÓRMULAS

    Há quem busque por fórmulas mágicas capazes de, num só momento, produzir um texto impecável sem as “dores do parto” que costumam acompanhar o processo de escrita. Esses redatores tendem a colecionar técnicas, num amontoado de efeitos que, se não conduzidos a contento, levam a um texto pífio ou sem noção de autoria. É evidente que não podem eliminar as técnicas na composição de um texto, mas é fundamental que elas sejam bem empregadas, com sentido e bem alicerçadas.É preciso evitar, por exemplo, uso de frases de efeito, pois tendem a permitir interpretações apressadas, quando não indesejáveis – isso se a frase for de fato inteligente (há sempre o risco de só o criador delas achá-las inteligentes).Na dúvida, evite usar termos em inglês. É recurso usado muitas vezes de forma inábil, como sinalização de status e conhecimento com que, de fato, nem sempre se está familiarizada. Corre-se o risco desnecessário de errar a grafia e pode-se encarar um leitor ressabiado pelos estrangeirismos. De nada vale, também, decorar trechos de obras, menções, histórias e coisas do gênero, para depois usar de forma indiscriminada e sem critério num escrito. Abrir um texto com definição descontextualizada ou uma alusão imprópria mostra a debilidade do redator. Uma citação, uma alusão, um efeito de causa e conseqüência, uma definição, entre outras técnicas, são recursos que imprimem ao texto uma qualidade superior, mas não devem e não podem ser usados sem nexo nem competência. O caminho para uma adequação inteligente desses recursos é o exercício.

    8-DESENVOLVA UM ESTILO

    É importante que a redação tenha um rosto, por meio do qual se vislumbre uma noção de estilo por parte do redator. Pode-se desenvolver a argumentação de pelo menos duas maneiras: usando um tom mais ponderado, focado na discussão de um assunto mais sério e sem espaço para o humor; ou de maneira mais solta e espontânea, exaltando o tema em questão. Esses dois registros são como máscaras, que o redator pode mudar conforme a ocasião ou assunto tratado. Evidentemente, será inadequada a abordagem de um tema como o aborto, por exemplo, valendo-se de um registro leve e descompromissado. Tampouco será apropriado falar de temas que demandem um trato despojado sob um ponto de vista demasiado sisudo ou tecnicista. No entanto, seja qual for o tom adotado, é importante escrever em terceira pessoa, evitando manifestações exacerbadas de sentimentos e tentativas de impressionar com um vocabulário rebuscado.

    9-ESTRUTURE OS PARÁGRAFOS

    Evite escrever parágrafos muito longos, pois tendem a ser tomados como maçantes. O cuidado com os parágrafos deve ser preocupação permanente de quem escreve. Um parágrafo longo demais pode ser sinônimo de um acúmulo ou confusão de idéias. Já um parágrafo muito curto pode ser indício de sonegação dessas mesmas idéias. O ideal é que eles sejam equilibrados – nem longos, nem curtos – e que possam expressar a idéia de uma forma lógica e competente. Quantos parágrafos devem ter um texto??? Cada situação de escrita vai estabelecer o limite da escrita. O ideal é que, para um texto de 30 linhas, haja ao menos 4 parágrafos: uma introdução, dois para o desenvolvimento e um para a conclusão. Entretanto, essa não é uma fórmula exata.

    10-ENRIQUEÇA SEU REPERTÓRIO

    Manter-se atualizado e a par dos principais fatos é essencial. Assim como os músicos têm um repertório, o redator precisa ter na manga conhecimentos de que se valer ao abordar os mais diversos temas. É preciso conhecer o assunto sobre o qual vai escrever, o que demanda certa leitura e informação. Para tanto, é preciso estar atento ao noticiário e mapear as editorias à procura de assuntos recorrentes. Arriscar-se a falar sobre algo que desconhece pode ser um tiro no pé. Qualquer pessoa mais informada – seja um leitor comum ou um membro da banca examinadora – descobrirá facilmente, ao cabo de um parágrafo ou dois, se o candidato está blefando sobre alguma informação. Sobretudo se esta for expressa de modo maneirista, com excesso de relativizações, o que pode ser sinal de insegurança ao lidar com os dados. Construções pirotécnicas e cheias de adornos retóricos são o refúgio ideal da falta de conhecimento. Na dúvida, e melhor o redator se guiar por raciocínios e informações que ele domine.



    Escrito por Prof. Luiz César Frade às 15h45
    [] [envie esta mensagem] [ ]



    OFICINA DE TEXTOS

    OFICINA DE TEXTOS E CONTEXTOS

                      

    Sabemos o quanto tem sido útil e importante se comunicar através da escrita.   Registros dos anais da história geral da humanidade estão baseados, sem dúvida, por meio da linguagem escrita.  Não lemos sem a expressão gráfica das letras, palavras e frases.

    A dificuldade maior está, em como chegar em tudo isso e atingir o ápice dessa comunicabilidade.

    O processo da aprendizagem, desde a alfabetização é trabalhar com os fonemas, letras, palavras, símbolos, gestos... até à riqueza da criatividade desenvolvida.

    Quantos renomados contadores de estórias e histórias deixaram os seus registros importantes!

    O processo da aprendizagem pela escolaridade está no aprimoramento dos conhecimentos, objetivam passos à integridade de um intelectual futuro.

    Somos contínuos criadores de fatos e boatos; prosas e sonetos; versos e estrofes; narrativas; pensamentos pelas frases; colunas jornalísticas; romances...  Estamos constantemente nos comunicando pelo fato de inúmeras palavras.  Escrevê-las como um amontoo de ideias é o maior problema, por onde vamos encontrar solução com resultados satisfatoriamente reconhecidos e atingidos.

    Muitos dizem: - Tenho ideia, mas não tenho redação!

    O temor da língua portuguesa brasileira é o saber escrever, ou seja, a direção que caminha o conhecimento para a lógica do entendimento do que se almeja expor pela escrita.

    Só se aprende a escrever lendo, escrevendo, praticando, descobrindo assuntos na pauta desse contemporâneo, pesquisando, errando e buscando regras pelas experiências dos mestrados na arte da literatura de todas as épocas e povos.

    No antigamente, simplesmente  se ouvia  historiadores, eles elaborando diversificados assuntos ou relatos.  No presente, a criatividade impera como liberdade de expressão, todos os registros do pretérito ao hoje.

    Pensando em tudo isso é que está nascendo o Blog “OFICINA DE TEXTOS E CONTEXTOS”. Uma forma prática e objetiva em online de atingir participantes da sociedade como um todo.  Ele tem como objetivo maior informar passos, regras, sistemas, caminhos, metodologias; estratégias para o “aprender redigir”.   Esperamos que num curto espaço de tempo conduzir e criar esse hábito de “apontar o lápis”: viajar, brincar com as palavras, fazer das idéias os ideais futuros dos participantes que aqui se propõem deixar sua fértil criatividade.

    Espero por você!

    Muito obrigado.

                                Prof. LUIZ CÉSAR FRADE

                                Autor do Blog

                                  

     



    Escrito por Prof. Luiz César Frade às 21h02
    [] [envie esta mensagem] [ ]



    LETRAS E APONTAMENTOS

     

    LETRAS E APONTAMENTOS( www.letraseapontamentos-proffrade.blogspot.com)

    O objetivo do site Letras e Apontamentos é trazer como conteúdo principal diversas unidades didáticas e paradidáticas com apêndices de avalição.
    Está dirigido ao alunado como fonte de informação e aprimoramento de uma aprendizagem capacitada de língua portuguesa voltada gramaticalmente para os estudos e métodos relacionados com a forma correta da escrita.

    ESPERO SUA VISITA, POIS VOCÊ PODERÁ TIRAR TAMBÉM MUITAS DÚVIDAS E COMPLEMENTARÁ SEUS CONHECIMENTOS, E O DESENVOLVIMENTO DA ESCRITA SERÁ MUITO MELHOR. OBRIGADO,

    PROFESSOR LUIZ CÉSAR FRADE



    Escrito por Prof. Luiz César Frade às 11h02
    [] [envie esta mensagem] [ ]



    COMO COMEÇAR UMA NARRATIVA

     

    COMO COMEÇAR UMA NARRATIVA

    A NARRATIVA É UMA FORMA DE ARTE MEIO INVISÍVEL, PORQUE SEMPRE APARECE MISTURADA COM OUTRAS. ESTÁ EM FILMES, PEÇAS DE TEATRO, ÓPERAS, HISTÓRIAS EM QUADRINHOS, POEMAS, VIDEOGAMES, ROMANCES, CANÇÕES, BALÉ - SEMPRE QUE CADA UM DELES CONTA UMA HISTÓRIA. ELA NÃO É NECESSARIAMENTE FEITA DE PALAVRAS OU DE IMAGENS OU DE GESTOS. É FEITA DE AGENTES E AÇÕES, OU SEJA, PERSONAGENS E ACONTECIMENTOS.

    HÁ ALGO EM COMUM ENTRE O ROMANCE VIDAS SECAS DE GRACILIANO RAMOS E O FILME VIDAS SECAS DE NELSON PEREIRA DOS SANTOS. POR MAIS DIFERENTES QUE SEJAM EM MATÉRIA PRIMA ( UM ROMANCE É FEITO DE SINAIS GRÁFICOS EM FOLHAS DE PAPEL, E UM FILME DE IMAGENS LIMINOSAS EM MOVIMENTO, SONORIZADAS), EXISTE ALI UMA SUCESSÃO DE EVENTOS QUE É RECONHECÍVELMENTE A MESMA NAS DUAS OBRAS. A NARRATIVA NUNCA É EXATAMENTE A MESMA QUANDO MUDA DE MEIO DE EXPRESSÃO,MAS SEMPRE ESTÁ LÁ.

    BOA HISTÓRIA

    EPISÓDIOS DE UMA HISTÓRIA SÃO COMO PALAVRAS: DE NADA VALEM SE NÃO ESTIVEREM NA ORDEM CERTA. CONTAR UMA HISTÓRIA NOS OBRIGA MUITAS VEZES A FAZER UM MOVIMENTO CIOMO O DE UMA CÂMERA QUE MOSTRA UMA PINTURA A PARTIR DE UM DETALHE INICIAL.NÃO SE DEVE, NA VERDADE NUNCA SE PODE, DIZER TUDO DE UMA VEZ SÓ. TEM DE DIZER AOS POUCOS, E PARA ISTO A SECESSÃO CERTA DE DETALHES É FUNDAMENTAL.

    Revista Língua Portuguesa-FNDE-



    Escrito por Prof. Luiz César Frade às 09h43
    [] [envie esta mensagem] [ ]



    LISTA VESTIBULAR 2012

    A Universidade de São Paulo (USP) e a Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) divulgam a lista das obras literárias obrigatórias para o vestibular 2012

    CONFIRA A LISTA ABAIXO:

    -As Cidades e as Serras (Eça de Queiroz),

    - Antologia Poética (Vinícius de Moraes),

    -O Auto da Barca do Inferno (Gil Vicente),

    - Capitães da Areia (Jorge Amado),

    -Dom Casmurro (Machado de Assis),

    - Iracema (José de Alencar),

    -Memórias de um Sargento de Milícias (Manuel Antônio de Almeida),

     -O Cortiço (Aloízio de Azevedo)

    -Vidas Secas (Graciliano Ramos).

    O vestibulando deve demonstrar "conhecimento das obras representativas dos diferentes períodos das literaturas brasileira e portuguesa. O conhecimento desse repertório implica a capacidade de analisar e interpretar os textos, reconhecendo seus diferentes gêneros e modalidades, bem como seus elementos de composição, tanto aqueles próprios da prosa quanto os da poesia. Implica também a capacidade de relacionar os textos com o conjunto da obra em que se insere, com outros textos, bem como o seu contexto histórico e cultural."


     



    Escrito por Prof. Luiz César Frade às 08h39
    [] [envie esta mensagem] [ ]



    MURAL DE POEMAS

    MURAL DE POEMAS

     

    INTRODUÇÃO

    Muitas pessoas já leram ou ouviram poemas, canções, cantigas de roda, trava-línguas que fazem parte das brincadeiras infantis, as músicas que ouvimos e cantamos repentes quadras e cordel. Tudo isso são POEMAS. É difícil definir as características próprias de um poema. Um texto escrito em versos rimados é um poema, mas outro feito sem rimas também pode ser. Um texto cujas palavras se organizam na folha de papel lembrando a forma do girassol também pode ser um poema.  Poemas têm várias formas e falam de diferentes temas. Ao tomarmos como exemplo consagrado da língua portuguesa, como “INFÂNCIA”, de Carlos Drummond de Andrade; “CANÇÃO DO EXÍLIO”, de Gonçalves Dias; “A ONDA”, de Manuel Bandeira; ou “EMIGRAÇÃO E AS CONSEQUÊNCIAS, de Patativa do Assaré, observamos que revelam sentimentos como tristeza e angústia, cantam saudades e belezas da terra natal, contam uma história, ou ainda denunciam injustiças e desigualdades sociais, ou seja, versam sobre diferentes temas. Os poetas escrevem para emocionar, divertir, convencer, fazer pensar o mundo de um jeito novo. Eles usam diferentes recursos, como rimas, repetições, metáforas e até formas diferentes de colocar as palavras no papel. Tudo para transmitir ideias, experiências e emoções ao leitor. O poeta pode jogar com a sonoridade, rimando as palavras, repetindo sons parecidos nos versos, fazendo que eles ecoem ao longo do texto. Esses autores também trabalham com ritmo. Fazem que o poema tenha cadência, como um tambor batendo a intervalos regulares, Por isso é tão gostoso ouvir poemas sendo declamados! Poetas também usam como recurso a comparação. Podem ir além e transmitir a impressão que algo lhes causou, criando imagens. Quando fazem isso, criam metáforas. Assim, dão às palavras um sentido mais rico, como se elas quisessem dizer algo mais. Apesar de tantas possibilidades, podemos identificar dois aspectos comuns a todos os textos. O primeiro é a maneira original de os poetas verem as coisas, que encanta e emociona o leitor. O segundo, o uso das palavras de forma especial, de modo diferente do habitual. MARISA LAJOLO, no livro PALAVRAS DE ENCANTAMENTO, da Coleção Literatura em Minha Casa, nos fala de poetas, poemas e poesia: “[...] poeta brinca com as palavras... parece que o poeta diz o que a gente nunca tinha pensado em dizer [...]”. “[...] um poema é um jogo com a linguagem. Com a linguagem. Compõe-se de palavras: palavras soltas, palavras empilhadas palavras em fila, palavras desenhadas, palavras em ritmo diferente da fala do dia-a-dia. Além de diferentes pela sonoridade e pela disposição na página, os poemas representam uma maneira original de ver o mundo, de dizer coisas [...”]  “[...] poeta é, assim, quem descobre e faz poesia a respeito de tudo: de gente, de bicho, de planta de coisas do dia-a-dia da vida da gente, de um brinquedo, de pessoas que parecem com pessoas que conhecemos de episódios que nunca imaginamos que poderiam acontecer e até a própria poesia! [...]”  POEMA OU POESIA? Qual a diferença entre POESIA e POEMA? Poesia, segundo o Miniaurélio Século XXI, é a “arte de criar imagens, de sugerir emoções por meio de uma linguagem em que se combinam sons, ritmos e significados”. Já o poema é definido como “obra em verso ou não em que há poesia”. Então, esta é a diferença: quando falamos em poema, estamos tratando da obra, do próprio texto; e, quando falamos em poesia, tratamos da arte, da habilidade de tornar algo poético. Uma pintura, uma música, uma cena de filme também podem ser poéticas. O QUE RIMA COMBINA? Palavras que rimam são palavras que combinam, pois terminam com o mesmo som. A rima é um dos recursos que os poetas usam, mas nem todo poema precisa ser rimado. VERSOS E ESTROFES? Verso é  cada uma das linhas do poema. Estrofe é cada grupo de versos separados do grupo seguinte por u espaço. Um poema pode ter uma ou várias estrofes. E cada estrofe, um número variado de versos.  POEMAS E POETAS? Poemas evocam sensações, impressões, sentimentos. Poetas exprimem um olhar único e original sobre um acontecimento, seus sentimentos, as belezas do lugar onde vive, mas muitas vezes nós nos identificamos com aquilo que o poema exprime. POEMAS PENDURADOS NO VARAL?  Cordel é um estilo de poema popular da tradição nordestina. Cantado ou declamado, ele está presente nos festejos da comunidade sertanejos: feiras, festas religiosas, comícios. É uma poesia narrativa, ou seja, conta uma história. Geralmente o tema é o cotidiano, a denúncia dos sofrimentos do povo, a exaltação de heróis, as lendas nativas. Chama-se “CORDEL” porque, nos pontos de venda, os livretos costumam ser pendurados em um varal de fios de algodão – OS CORDÉIS. COMO SE FOSSEM UM TAMBOR...?  Muitos poetas querem que seus versos tenham ritmo e cadência, como se houvesse um tambor batendo a intervalos regulares.  Mais um recurso poético é o ACRÓSTICO:  em que as letras iniciais dos versos formam uma palavra ou frase na vertical. Muitas vezes os ”acrósticos” revelam um nome próprio. Os poetas populares usam muito o recurso do “acróstico” com o próprio nome para identificar seus textos. Assim, indicam que os cordéis expostos em espaços, como feiras são deles. PATATIVA DO ASSARÉ conseguiu esse efeito em seu poema:

    Posso dizer que cantei

    Aquilo que observei

    Tenho certeza que dei

    Aprovada relação

    Tudo é tristeza e amargura

    Indigência e desventura

    Veja, leitor, quanto é dura

    A seca no meu sertão.

     



    Escrito por Prof. Luiz César Frade às 16h51
    [] [envie esta mensagem] [ ]



    NARRAÇÃO

       NARRAÇÃO   

        

    A NARRAÇÃO tem como objetivo contar uma história real, fictícia ou mesclando dados reais e imaginários. Baseia-se numa evolução de acontecimentos, mesmo que não mantenham relação de linearidade com o tempo real.  Sendo assim, está pautada em verbos de ação e conectores temporais.   A NARRATIVA pode estar em 1ª ou 3ª pessoa, dependendo do papel que o narrador assuma em relação à história.  Numa NARRATIVA em 1ª pessoa, o narrador participa ativamente dos fatos narrados, mesmo que não seja a personagem principal (narrador =personagem). Já a NARRATIVA 3ª pessoa traz o narrador como um observador dos fatos que pode até mesmo apresentar pensamentos de personagens do texto (narrador=observador).  O bom autor toma partido das duas opções de posicionamento para o narrador, a fim de criar uma história mais ou menor parcial, comprometida. Por exemplo, Machado de Assis, ao escrever DOM CASMURRO, optou pela narrativa em 1ª pessoa justamente para apresentar-nos os fatos segundo um ponto de vista interno, portanto mais parcial e subjetivo.

    NARRAÇÃO OBJETIVA   X   NARRAÇÃO  SUBJETIVA

     OBJETIVA: apenas informa os fatos, sem se deixar envolver emocionalmente com  o que está noticiado.  É de cunho impessoal e direto.

    SUBJETIVA: leva-se em conta as emoções, os sentimentos envolvidos na história. São ressaltados os efeitos psicológicos que os acontecimentos desencadeiam nos  personagens.

    OBSERVAÇÃO: o fato de um NARRADOR de 1ª pessoa envolver-se emocionalmente com mais facilidade na história, não significa que a narração requeira sempre um narrador em 1ª pessoa ou vice-versa. ELEMENTOS BÁSICOS DA NARRATIVA

    FATO - o que se vai narrar ( O que?)

    TEMPO - quando o fato ocorreu (Quando?)

    LUGAR -  ONDE O FATO SE DEU (Onde?)

    PERSONAGENS – quem participou ou observou o ocorrido (Com quem?)

    CAUSA - motivo que determinou a ocorrência (Por quê?)

    MODO - como se deu o fato (Como?)

    CONSEQUÊNCIA  - (geralmente provoca determinado desfecho)

    A modalidade narrativa de texto pode constituir-se de diferentes maneiras: piada, peça teatral, crônica, novela, conto, fábula, etc. Uma NARRATIVA pode trazer falas de personagens entremeadas aos acontecimentos, faz-se uso dos chamados discursos: direto, indireto ou indireto livre.  No discurso direto, o narrador transcreve as palavras da própria personagem. Para tanto, recomenda-se o uso de algumas notações gráficas que marquem tais falas: travessão, dois pontos, aspas.  Mais modernamente alguns autores não fazem uso desses recursos.  O discurso indireto apresenta as palavras das personagens através do narrador que reproduz uma síntese do que ouviu, podendo suprimir ou modificar o que achar necessário. A estruturação desse discurso não carece de marcações gráficas especiais, uma vez que sempre é o narrador que detém a palavra. Usualmente, a estrutura traz verbo dicendi (evolução) e oração subordinada substantiva com verbo num tempo passado em relação à fala da personagem.  Quanto ao discurso indireto livre, é usado como uma estrutura bastante informal e coloca frases soltas, sem identificação de quem a proferiu, em meio ao texto. Trazem, muitas vezes, um pensamento do personagem ou do narrador, um juízo de valor ou opinião, um questionamento referente a algo mencionado no texto ou algo parecido. Esse tipo de discurso é o mais usado atualmente, sobretudo em crônicas de jornal, histórias infantis e pequenos contos. 

               AlegreAlegreAlegre  AlegreAlegreAlegre



    Escrito por Prof. Luiz César Frade às 23h10
    [] [envie esta mensagem] [ ]



    O QUE É NARRAR

    O   QUE   É   NARRAR

            

    A NARRAÇÃO está vinculada à nossa vida, pois sempre temos algo a contar.   NARRAR é relatar fatos e acontecimentos, reais ou fictícios, vividos por indivíduos, envolvendo ação e movimento.   A NARRATIVA impõe certas normas:

    a-) O FATO: que deve ter sequência ordenada; a sucessão de tais sequências recebe o nome de enredo, trama ou ação;

    b-) A PERSONAGEM;

    c-) O AMBIENTE: o lugar onde ocorreu o fato;

    d-) O MOMENTO: o tempo da ação.

    O relato de um episódio implica interferência dos seguintes elementos:

    FATO - o que?

    PERSONAGEM - quem?

    AMBIENTE - onde?

    MOMENTO – quando?

    Em qualquer NARRATIVA estarão sempre presentes o FATO e a PERSONAGEM, sem os quais não há narração.

    Na COMPOSIÇÃO NARRATIVA, o enredo gira em torno de um fato conhecido. Toda história tem um cenário onde se desenvolve.  Desta forma, ao enfocarmos a trama, o enredo, teremos, obrigatoriamente, de fazer descrições para caracterizar tal cenário.  Assim, acrescentamos: NARRAÇÃO também envolve DESCRIÇÃO.

     

    NARRAÇÃO  NA    PESSOA

    A narração na 1ª pessoa ocorre quando o fato é contado por um participante, isto é; alguém que se envolva nos acontecimentos ao mesmo tempo em que conta o caso.  A narração na 1ª pessoa torna o texto muito comunicativo porque o próprio narrador conta o fato e assim o texto ganha o tom de conversa amiga. Além disso, esse tipo de narração é muito comum na conversa diária, quando o sujeito conta um fato do qual ele também é participante.

     

    NARRAÇÃO  NA  3ª PESSOA

    O narrador conta a ação do ponto de vista de quem vê o fato acontecer na sua frente. Entretanto o contador do caso não participa da ação. Observar: “Era uma vez um boiadeiro lá no sertão, que tinha cara de bobo e fumaças de esperto. Um dia veio a Curitiba gastar os cobres de uma boiada”.   Você percebeu que os verbos estão na 3ª pessoa (era, veio) e que o narrador conta o caso sem dele participar. O narrador sabe de tudo o que acontece na estória e por isso recebe o nome de narrado onisciente.  Observe: “No hotel pediu um quarto, onde  se fechou para contar o dinheiro. Só encontrou aquela nota de cem reais. O resto era papel e jornal...”  Você percebeu que o boiadeiro está só, fechado no quarto.  Mas o narrador é onisciente e conta o que a personagem está fazendo.

                                     Sorte    Sorte

     

     



    Escrito por Prof. Luiz César Frade às 22h48
    [] [envie esta mensagem] [ ]



    TEORIA DA NARRAÇÃO E EXEMPLOS

     TEORIA  DA   NARRAÇÃO E  EXEMPLOS

    O ato de escrever é prazer, diversão. É a sensação de poder, de domínio. Criar gente, fabricar fantasias, inventar cidades, dar vida e dar morte, criar um terremoto ou furacão, fazer o que eu quiser.  Escrever é um jogo, brincadeira.  Conseguir segurar, prender uma pessoa, mantê-la atrelada a si (é o leitor diante do livro: SUA SENSAÇÃO DIVINA- Ignácio de Loyola Brandão.)  Dominando a palavra o homem tentou perpetuar seus mitos, sua visão mágica do mundo, suas conquistas, sua história.  Nas narrativas, nas epopéias e canções, alegorizou seus ritos, temores e feitos. Seus registros venceram o tempo nos traçados de múltiplos códigos, com a escrita cuneiforme , os hieróglifos e a arte primitiva.  Assim, as pinturas rupestres da caverna de Altamira, as escrituras sagradas dos Vedas, as epopéias gregas, as cantigas provençais, os contos de fadas contam cada qual a fantasia, a mitologia, a história de seu povo. No texto oral ou escrito, ouvir e ler histórias é uma atividade antropológica- social que distingue culturalmente o homem.  Desde que descobriu o poder encantatório da palavra, o ser humano deu curso ao pensamento mítico, deu permanência às crenças, às divindades, à criação do mundo, ao cosmos, envolvendo-os em alegorias. Nos séculos XVI e XVII, na literatura oral de raízes populares, predominamos contos folclóricos, os ditos e provérbios.  Na segunda metade do século XVII, propaga-se ação sistemática da Igreja para cristianizar a cultura popular, mas o patrimônio imaginário dos contos, sobretudo os de fadas, resiste a luta de forças da Contra /reforma que domina o cenário religioso e escolar daquele século.  Com a evolução da História, a interpretação dos acontecimentos foi-se distanciando das alegorias, da imaginação; entre o mito e as formas derivadas da narrativa (romance, a novela, o conto, a crônica), os heróis divinos torna-se personagens humanas.  O fator histórico de épocas primordiais cede lugar aos episódios cotidianos contemporâneo.  Hoje, afirma Nelly Novaes Coelho ( O Conto de Fadas), “uma das características mais significativas do nosso século é a coexistência pacífica ou não, entre inteligência racional/cientificista, altamente desenvolvida, e o pensamento mágico que dinamiza o imaginário”.  Nas narrativas orais, nas fábulas, os contos de fadas ou nos romances contemporâneos, é a imaginação que faz com que apreciemos os encantamentos de Branca de Neve como apreciamos o fascínio de cem anos de Solidão. Foi pensando no imaginário, na magia e na fantasia que foram selecionados os textos narrativos desta coletânea.  Histórias que, sem deixar à margem o padrão culto da língua, encantam pela simplicidade, pelo humor, pela sátira, pela inovação, pela singularidade, enfim pelo aproveitamento exemplar das virtualidades da língua.

                    

    DEFINIÇÃO

    NARRAR  é contar uma história (real ou fictícia). O fato narrado apresenta uma sequência de ações envolvendo personagens no tempo e no espaço. São exemplos de narrativas a novela, o romance, o conto, ou uma crônica; uma notícia de jornal, uma piada, um poema, uma letra de música, uma história em quarinhos, desde que apresentam, uma sucessão de acontecimentos, de fatos. Situações narrativas podem aparecer até mesmo numa única frase. Exemplos: “O menino caiu”.  “Minha sogra ficou avó.” (Oswald de Andrade). Repare que a última frase resume ações que envolvem o casamento, a maternidade e a transformação da sogra em avó.

    ESTRUTURA  DA  NARRAÇÃO

    Convencionalmente, o enredo da narração pode ser assim estruturado: exposição (apresentação das personagens e/ou do cenário e/ou da época), desenvolvimento (desenrolar dos fatos apresentando complicação e clímax) e desfecho (arremate da trama).  Entretanto há diferentes possibilidades de se compor uma trama, seja iniciá-la pelo desfecho, construí-la apenas através de diálogos, ou mesmo fugir ao nexo lógico de episódios.  Escritores (romancistas, contistas, novelistas) não compõem um texto estritamente narrativo. O que eles produzem é um tecido literário em que aparecem, além da narração, segmentos descritivos e dissertativos.  As narrativas mais longas podem explorar mais detalhadamente as noções de tempo-cronológico (marcado pelas horas, por datas) ou psicológico (marcado pelo fluxo do inconsciente)- e de espaço (cenário, paisagem, ambiente).  O envolvimento de várias personagens e os múltiplos núcleos de conflito em torno de uma situação também são comuns nas narrativas extensas.  Portanto, oferecer ao aluno um painel de narrações literárias (romances, novelas, contos) como modelo é distanciar-se da finalidade prática da redação escolar, mas alguns textos são exemplares para ilustrar procedimentos narrativos.

             

    ELEMENTOS BÁSICOS DA NARRAÇÃO

    São elementos básicos da narração: enredo (ação, personagem, tempo e espaço. Quando a história é curta, como na narração escolar, são imprescindíveis: enredo e personagens. A perspectiva de quem escreve é dada pelo foco narrativo (de 1ª ou 3ª pessoa). Os discursos (direto, indireto e indireto livre) representam a fala da personagem.

                                                                                    



    Escrito por Prof. Luiz César Frade às 22h36
    [] [envie esta mensagem] [ ]



    EXEMPLO DE TEXTO SOBRE ELEMENTOS BÁSICOS

    EXEMPLO DE TEXTO SOBRE ELEMENTOS BÁSICOS

    Quando a história é curta, como na narração escolar, são imprescindíveis: enredo e personagens. A perspectiva de quem escreve é dada pelo foco narrativo (de1ª ou 3ª pessoa). Os discursos (direto, indireto e indireto livre) representam a fala da personagem. No texto a seguir, "UM HOMEM DE CONSCIÊNCIA", foram apontados os elementos básicos, a estrura narrativa - exposição, desenvolvimento e desfecho-, os vários discursos e o foco narrativo. A onisciência do narrador revela-se no conhecimento íntimo que tem da personagem, desevolvendo-lhe os pensamentos e a apreensões. UM HOMEM DE CONSCIÊNCIA - DE MONTEIRO LOBATO - 1º PARÁGRAFO: Chamava-se João Teodoro, só. O mais pacato e modesto dos homens. Honestíssimo e lealíssimo, com um defeito apenas: não dar o mínimo valor a si próprio. Para João Teodoro, a coisa de menos importância no mundo era João Teodoro. [Até aqui é exposição]- 2º PARÁGRAFO: Nunca fora nada na vida, nem admira a hipótese de vir a ser alguma coisa. E por muito tempo não quis nem se quer o que todos ali queriam: mudar-se para a terra melhor. [Discurso do narrador] 3ºPARÁGRAFO: Mas João acompanhava com aperto de coração o desaparecimento visível de sua Itaoca. [Discurso do narrador] 4º PARÁGRAFO:- Isso já foi muito melhor, dizia consigo. Já teve três médicos bons - agora só um bem ruinzote. Já teve seis advogados e hoje mal há serviço para um rábula ordinário como o Tenório. Nem circo de cavalinhos bate mais por aqui. A gente que presta se muda. Fica o restolho. Decididamente, a minha Itaoca está se acabando... [Monólogo interior] 5º PARÁGRAFO: João Tenório entrou a incubar a ideia de também mudar-se mas para isso necessitava dum fato qualquer que o convecesse de maneira absoluta de que Itaoca não tinha mesmo conserto ou arranjo possível. [Discurso do narrador] 6º PARÁGRAFO: - É isso deliberou lá por dentro. Quando eu verificar que tudo está perdido, que Itaoca não vale mais nada, de nada de nada, então arrumo a trouxa e boto-me fora daqui [Monólogo interior7º PARÁGRAFO: Um dia aconteceu a grande novidade: a nomeação de João Teodoro para delegado. Nosso homem recebeu a notícia como se fosse uma porretada no crânio. Delegado, ele! Ele que nada era, nunca fora nada, não queria ser nada, não se julgava capaz de nada... 8º PARÁGRAFO: Ser delegado  numa cidadezinha daquelas é coisa serilíssima. Não há cargo mais importante. É o homem que prende os outros, que solta, que manda dar sovas, que vai à capital falar com o governo. Uma coisa colossal ser delegado - estava ele, João Teodoro, de-le-ga-do de Itaoca!... [Discurso narrador] 9º PARÁGRAFO: João Teodoro caiu em meditação profunda, passou a noite em claro, pensando e arrumando as malas. Pela madrugada botou-as num burro, montou o seu cavalo magro e partiu. [Clímax da história10º PARÁGRAFO:-Que isso João? Par onde se atira tão cedo, assim de armas e bagagens? 11º PARÁGRAFO: - Vou-me embora respondeu o retirante.Verifiquei que Itaoca chegou mesmo ao fim. 12º PARÁGRAFO: - Mas, como? Agora que você está delegado? 13º PARÁGRAFO: -Justamente por isso. Terra em que João Teodoro chega a delegado eu não moro. Adeus. [Discurso direto] 14º PARÁGRAFO: E sumiu. [Desfecho]

    EXPOSIÇÃO: 1º PARÁGRAFO     DESENVOLVIMENTO: do 2º ao 13º PARÁGRAFO     DESFECHO: 14º PARÁGRAFO    COMPLICAÇÃO: 7º E 8º PARÁGRAFOS               CLÍMAX: 9º PARÁGRAFO

    A TESSITURA NARRATIVA: a narrativa deve tentar elucidar os acontecimentos, respondendo às seguintes perguntas essenciais:

    O QUE? - o(s) fato(s) que determina(m) a história;      QUEM? - a personagem(s);        - COMO? - o enredo, o modo como se tecem os fatos;   ONDE? - o lugar ou lugares da ocorrência;         QUANDO? - o momento ou momentos em que se passam os fatos;   POR QUÊ? - a causa do acontecimento 

                                                                          



    Escrito por Prof. Luiz César Frade às 22h28
    [] [envie esta mensagem] [ ]



    TÉCNICAS DE REDAÇÃO

    TÉCNICAS DE REDAÇÃO- NARRAÇÃO,DESCRIÇÃO E DISSERTAÇÃO

    I. NARRAÇÃO: Narrar é contar um fato, um episódio; todo discurso em que algo é CONTADO possui os seguintes elementos, que fatalmente surgem conforme um fato vai sendo narrado: FATO: ONDE? QUANDO? COM QUEM? COMO?  A representação acima quer dizer que, todas as vezes que uma história é contada (É NARRADA), o narrador acaba sempre contando onde, quando, como e com quem ocorreu o episódio. É por isso que numa narração predomina a AÇÃO: o texto narrativo é um conjunto de ações; assim sendo, a maioria dos VERBOS que compõem esse tipo de texto são os VERBOS DE AÇÃO. O conjunto de ações que compõem o texto narrativo, ou seja, a história que é contada nesse tipo de texto, recebe o  nome de ENREDO.As ações contidas no texto narrativo são praticadas pelas PERSONAGENS, que são justamente as pessoas envolvidas no episódio que está sendo contado ("COM QUEM?" do quadro acima).As personagens são identificadas (=nomeadas) no texto narrativo pelos SUBSTANTIVOS PRÓPRIOS. QUANDO O NARRADOR CONTA UM EPISÓDIO, ÀS VEZES (MESMO SEM QUERER) ELE ACABA CONTANDO "onde” (=em que lugar) as ações do enredo foram realizadas pelas personagens. o lugar onde ocorre uma ação ou ações é chamado de espaço, representado no texto pelos ADVÉRBIOS DE LUGAR. Além de contar onde, o narrador também pode esclarecer "QUANDO" ocorreram as ações da história. Esse elemento da narrativa é o TEMPO, representado no texto narrativo através dos tempos verbais, mas principalmente pelos ADVÉRBIOS DE TEMPO. É o tempo que ordena as ações no texto narrativo: é ele que indica ao leitor "COMO” o fato narrado aconteceu.  A história contada, por isso, passa por uma INTRODUÇÃO (parte inicial da história, também chamada de prólogo), pelo DESENVOLVIMENTO do enredo (é a história propriamente dita, o meio, o "MIOLO" da narrativa, também chamada de trama) e termina com a CONCLUSÃO  da história (é o final ou epílogo).Aquele que conta a história é o NARRADOR, que pode ser PESSOAL (narra em 1ª pessoa: EU...) ou IMPESSOAL (narra em 3ª pessoa: ELE...). Assim, o texto narrativo é sempre estruturado por verbos de ação, por advérbios de tempo, por advérbios de lugar e pelos substantivos que nomeiam as personagens, que são os agentes do texto, ou seja, aquelas pessoas que fazem as ações expressas pelos verbos, formando uma rede: a própria história contada. II- DESCRIÇÃO: descrever é CARACTERIZAR alguém, alguma coisa ou algum lugar através de características que particularizem o caracterizado em relação aos outros seres da sua espécie. Descrever, portanto, é também particularizar um ser. É "fotografar" com palavras.  No texto descritivo, por isso, os tipos de verbos mais adequados (mais comuns) são os VERBOS DE LIGAÇÃO (SER, ESTAR, PERMANECER, FICAR, CONTINUAR, TER, PARECER, etc.), pois esses tipos de verbos ligam as características -representadas linguisticamente pelos ADJETIVOS - aos  seres caracterizados - representados pelos SUBSTANTIVOS.  Exemplo: O PÁSSARO É AZUL. 1- Caracterizado: pássaro / 2- Caracterizador ou característica: azul / O verbo que liga 1 com 2: é.  Num texto descritivo podem ocorrer tanto caracterizações adjetivas (físicas, concretas), quanto subjetivas (aquelas que dependem do ponto de vista de quem descreve e que se referem às características não físicas do caracterizado). Exemplo: PAULO ESTÁ PÁLIDO (caracterização objetiva), mas lindo! (caracterização subjetiva). III-DISSERTAÇÃO: além da narração e da descrição há um terceiro tipo de redação ou de discurso: a DISSERTAÇÃO. Dissertar, assim, é emitir opiniões  de  maneira convincente, ou seja, de maneira que elas sejam compreendidas e aceitas pelo leitor; e isso só acontece quando tais opiniões estão bem fundamentadas, comprovadas, explicadas, exemplificadas, em suma: bem ARGUMENTADAS (argumentar=convencer, influenciar, persuadir). A argumentação é o elemento mais importante de uma dissertação. Embora dissertar seja emitir opiniões, o ideal é que o seu autor coloque no texto seus pontos de vista como se não fossem dele e sim, de outra pessoa (de prestígio,famosa, especialista no assunto, alguém...), ou seja, de maneira IMPESSOAL, OBJETIVA e sem prolixidade ("encher linguiça"): que a dissertação seja elaborada com VERBOS E PRONOMES EM TERCEIRA PESSOA. O texto impessoal sua como verdade e, como já citado, fazer crer é um dos objetivos de quem disserta. NA DISSERTAÇÃO, AS IDEIAS DEVEM SER COLOCADAS DE MANEIRA CLARA E COERENTE E ORGANIZADAS DE MANEIRA LÓGICA: a-) o elo de ligação entre pontos de vista e argumento se faz de maneira coerente e lógica através das CONJUNÇÕES (=concectivos) - coordenativas ou subordinativas, dependendo da idéia que se queira introduzir e defender; é por isso que as conjunções são chamadas de MARCADORES ARGUMENTATIVOS. b-) todo texto dissertativo é composto por três partes coesas e coerentes: INTRODUÇÃO, DESENVOLVIMENTOE CONCLUSÃO. A INTRODUÇÃO é a parte em que se dá a apresentação do tema, através de um CONCEITO (e conceituar é GENERALIZAR, ou seja, é dizer o que um referente tem em comum em relação aos outros seres da sua espécie) ou através de QUESTIONAMENTO(s) que ele sugere, que deve ser seguido de um PONTO DE VISTA e de seu ARGUMENTO PRINCIPAL.  Para que a introdução fique perfeita, é interessante seguir esses passos: 1- Transforme o tema numa pergunta;  2- Responda a pergunta (e obtém-se o PONTO DE VISTA); 3. COLOQUE O PORQUÊ DA RESPOSTA (E OBTÉM-SE o ARGUMENTO).    O desenvolvimento contém as ideias a que reforçam o argumento principal, ou seja, os ARGUMETNOS AUXILIARES e os FATOS-EXEMPLOS (verdadeiros, reconhecidos publicamente). A CONCLUSÃO é a parte final da redação dissertativa, onde o seu autor deve "amarrar" resumidamente (se possível, numa frase) todas as ideias do texto para que o PONTO DE VISTA inicial se mostre irrefutável, ou seja, imposto e aceito como verdadeiro.  Antes de iniciar a DISSERTAÇÃO, no entanto, é preciso que seu autor: 1. Entenda bem o tema; 2. Reflita a respeito dele; 3. Passe para o papel as ideias que o tema lhe sugere; 4. Faça a organização textual (o "esqueleto do texto"), pois a quantidade de ideias sugeridas e pelo tema é igual à quantidade de parágrafo que a dissertação terá no DESENVOLVIMENTO do texto.



    Escrito por Prof. Luiz César Frade às 20h57
    [] [envie esta mensagem] [ ]



    COMO ESCREVER BEM UMA REDAÇÃO

    COMO ESCREVER BEM UMA REDAÇÃO

    Bem humoradoOs grandes escritores possuem tal convívio e domínio da linguagem escrita como maneira de manifestação que não se preocupam mais em determinar as partes do texto que estão produzindo. A lógica da estruturação do texto vai determinando, simultaneamente, a distribuição das partes do texto, que deve conter começo, meio e fim.O aluno, todavia, não possui muito domínio das palavras ou orações; portanto, torna-se fundamental um cuidado especial para compor a redação em partes fundamentais. Alguns professores costumam determinar em seus manuais de redação outra nomenclatura para as três partes vitais de um texto escrito. Ao invés de começo, meio e fim, elas recebem os nomes de introdução, desenvolvimento e conclusão ou, início, desenvolvimento e fecho. Todos esses  nomes referem-se aos mesmos elementos. Vejamos, sucintamente alguns deles. A.INTRODUÇÃO (início,começo)- Podemos começar uma redação fazendo uma afirmação, uma declaração, uma descrição, uma pergunta, e de muitas outras maneiras. O que se deve guardar é que uma introdução serve para lançar o assunto, delimitar o assunto, chamar a atenção do leitor para o assunto que vamos desenvolver. Uma INTRODUÇÃO não deve ser muito longa para não desmotivar o leitor. Se a redação deve ter trinta linhas, aconselha-se a que o aluno use de quatro a seis para a parte introdutória. DEFEITOS A EVITAR: I. Iniciar uma idéia geral, mas que não se relaciona com a segunda parte da redação. II.Iniciar com desvio de assunto (o início deve ser curto). III.Iniciar com as mesmas palavras do título. IV.Iniciar aproveitando o título, com se este fosse um elemento de primeira frase. V.Iniciar com chavões.  EXEMPLOS : - Desde os primórdios da Antiguidade... - Não é fácil a respeito de...- Bem eu acho que... -Um dos problemas mais discutidos na atualidade...B. DESENVOLVIMENTO (meio,corpo)- A parte substancial e decisória de uma redação é o seu desenvolvimento. É nela que o aluno tem a oportunidade de: colocar um conteúdo razoável, lógico. Se o desenvolvimento da redação é sua parte mais importante, deverá ocupar o maior número de linhas. Supondo-se uma redação de trinta linhas, a redação deverá destinar de catorze (14) a dezoito (18) linhas para o corpo ou desenvolvimento da mesma. DEFEITOS A EVITAR: I. Pormenores, divagações, repetições, exemplos excessivos de tal sorte a não sobrar espaço para a conclusão.  C. CONCLUSÃO (fecho, final): Assim como a INTRODUÇÃO, o fim deverá ocupar uma pequena parte do texto. Se a redação está planejada para trinta linhas, a parte da CONCLUSÃO deve ter quatro a seis linhas. Na CONCLUSÃO, nossas idéias propõem uma solução. O ponto de vista do escritor, apesar de ter  aparecido nas outras partes, adquire maior destaque na CONCLUSÃO. Se alguém introduz, desenvolve-o brilhantemente, mas não coloca uma CONCLUSÃO: o leitor sentir-se-á perdido, estupefato.  DEFEITOS A EVITAR: I. Não finalizar (é o principal defeito) II.Avisar que vai concluir, utilizando expressões como "Em resumo" ou "Concluindo".

                    

     

     

                          Bem humoradoBem humorado                                     

     



    Escrito por Prof. Luiz César Frade às 20h46
    [] [envie esta mensagem] [ ]




    [ página principal ] [ ver mensagens anteriores ]